Documento
Coleções e subcoleções temáticas
História indígena e do indigenismo no Sul e Extremo Sul da Bahia > Territórios da retomada Pataxó
Gênero do documento
Textual
Espécie e tipo de documento textual
Documentos oficiais (Documentos administrativos - Legislação - Enunciado do MPF - etc.)
Autoria
Título
Processo SPI 1666/63 - Processo IR4 448/63
Local de produção
Data
06/05/1964
Período ou ano do documento
Século 20 > Década 1960 > 1964
Instituição produtora e/ou órgão responsável
Tipo de documento oficial
Número do documento oficial e/ou texto normativo
Processo SPI 1.666/63 - Processo IR4 448/63
Povo(s), etnia(s) e/ou grupo(s) social(is) referido(s) no documento
Localidade(s) referida(s) no documento
Porto Seguro > Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal > Aldeia Bom Jesus | Porto Seguro > Caraíva | Corumbau | Porto Seguro > Parque Nacional Monte Pascoal | Porto Seguro > Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal
Palavras-chave
Conflito > Conflito fundiário | Francisco Sampaio | Instituto Brasileiro de Floresta - IBDF | Laboratório Etnoterritorial do Sul da Bahia | Parque Nacional do Monte Pascoal - PNMP | Serviço de Proteção aos Índios - SPI
Referência e/ou procedência do documento
Museu do Índio
BR RJHI SPI - IR4 - 666 -025 - 86 -f2
Resumo
O documento é um relatório de 6 de maio de 1964, do inspetor Francisco Sampaio, do Serviço de Proteção ao Índio (S.P.I.). Ele detalha uma viagem a Porto Seguro, Bahia, para investigar a situação dos remanescentes da tribo Pataxó, que estavam sendo hostilizados por funcionários do Parque Nacional.
Sampaio foi a Porto Seguro após receber um telegrama do prefeito local informando sobre as hostilidades. Em Salvador, ele se encontrou com o Dr. Aurélio Costa, chefe da 4ª Inspetoria do Serviço Florestal da Bahia, para discutir o assunto. O Dr. Aurélio forneceu um cartão autorizando Sampaio a combinar com o chefe provisório do Parque Nacional, Miravalde de Jesus Siquara, uma forma para os indígenas cultivarem as terras.
No distrito de Caraíva, Sampaio encontrou os indígenas na aldeia Bom Jesus, que estava reduzida a duas casas e uma igreja. Ele constatou que os indígenas estavam impedidos de trabalhar e de viver agrupados pelos guardas florestais. O recenseamento rápido indicou um total de 266 pessoas (46 casais com 162 filhos e 14 homens solteiros).
Ao retornar a Porto Seguro, Sampaio comprou ferramentas, inseticidas, anzóis, cobertores, tecidos e medicamentos para distribuir aos Pataxós. Não tendo encontrado o chefe provisório do Parque, Sampaio interrompeu novamente sua viagem em Salvador para relatar a situação ao Dr. Aurélio Costa e solicitar providências. Ele sugeriu a reserva de um quadrilátero de 900 hectares para os indígenas, o que o Dr. Aurélio prometeu estudar. Sampaio recomendou ainda um entendimento entre a Diretoria do S.P.I. e o Diretor do Serviço Florestal.


