Documento
Coleções e subcoleções temáticas
História indígena e do indigenismo no Sul e Extremo Sul da Bahia | Memórias de Guerra no Sul da Bahia
Gênero do documento
Textual
Espécie e tipo de documento textual
Publicação não seriada (Livro - Capítulo de livro - Catálogo - Apostila - etc)
Autoria
Título
A guerra do Mucuri: conquista e dominação dos povos indígenas em nome do progresso e civilização
Local de produção
Data
2000
Período ou ano do documento
Século 21 > Década 2000 > 2000 | Século 18 | Século 19
Tipo de Publicação não seriada
Nome dos organizador(es) da publicação
Juliana Lopes Elias | Luiz Sávio de Almeida | Marcos Galindo
Editora
EdUFAL
Página inicial-página final do capítulo da publicação
129-168
Localidade(s) referida(s) no documento
Espírito Santo | Minas Gerais | Sul e Extremo Sul da Bahia | Vale do rio Mucuri
Palavras-chave
Conflitos contra povos indígenas | História indígena | Maria Hilda Baqueiro Paraiso | Maxakali | Vale do Rio Mucuri
Referência e/ou procedência do documento
Biblioteca Digital Curt Nimuendajú - Coleção Nicolai
http://www.etnolinguistica.org/
Resumo
O Vale do Mucuri, situado entre Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo, permaneceu isolado até o século XIX, sendo refúgio de diversos povos indígenas como Maxakalí, Pataxó e Botocudos. A partir de 1808, políticas colonizadoras incentivaram a ocupação, com concessão de terras e mão de obra indígena, decretando a “Guerra Justa” contra os chamados Botocudos. Os indígenas eram vistos como obstáculo ao progresso e sofreram perseguição, escravização e expulsão de seus territórios. Muitos grupos deslocaram-se para o Mucuri, onde criaram alianças e resistiram à penetração colonial.
Teófilo Benedito Ottoni liderou a Companhia de Colonização do Mucuri, buscando integrar indígenas como mão de obra, mas mantendo práticas de dominação. Conflitos e massacres marcaram o período, com ações militares e alianças forçadas, resultando em perdas populacionais severas. A Lei de Terras de 1850 e posteriores políticas aceleraram a expropriação, priorizando a agricultura e o comércio. Missões religiosas tentaram aldear e “civilizar” os indígenas, visando sua assimilação cultural e econômica.
Revoltas e repressões se sucederam até o final do século XIX, com ataques, vinganças e novas matanças. A guerra resultou na destruição de comunidades inteiras, confinamento dos sobreviventes em aldeamentos como Itambacuri e perda definitiva de grande parte das terras indígenas do Mucuri.


