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Território indígena no sul da Bahia é alvo de ataque armado; duas pessoas ficaram feridas – Brasil de Fato (1)Baixar
Coleções e subcoleções temáticas
História indígena e do indigenismo no Sul e Extremo Sul da Bahia > Territórios da retomada Pataxó
Gênero do documento
Textual
Espécie e tipo de documento textual
Publicação online (posts - notícia online - etc)
Autoria
Título
Território indígena no sul da Bahia é alvo de ataque armado; duas pessoas ficaram feridas
Data
02/10/2025
Período ou ano do documento
Século 21 > Década 2020 > 2025
Instituição produtora e/ou órgão responsável
Tipo de Publicação online
Nome do website ou da rede social
Brasil de Fato - www.brasildefato.com.br
Povo(s), etnia(s) e/ou grupo(s) social(is) referido(s) no documento
Localidade(s) referida(s) no documento
Prado > Cumuruxatiba > Terra Indígena Comexatibá (Cahy-Pequi) > Autodemarcação Aldeia Kaí na Praia de Imbassuaba
Palavras-chave
Retomada > Autodemarcação | Bahia > Prado > Terra Indígena Comexatibá (Cahy-Pequi) > Autodemarcação da Aldeia Kaí na Praia de Imbassuaba | Conflitos contra povos indígenas | Laboratório Etnoterritorial do Sul da Bahia | Movimento Protetores da Terra - MPT | Violência
Referência e/ou procedência do documento
Brasil de Fato
https://www.brasildefato.com.br/2025/10/02/territorio-indigena-no-sul-da-bahia-e-alvo-de-ataque-armado-duas-pessoas-ficaram-feridas/
Resumo
O documento relata um ataque armado à Aldeia Kaí, no território Comexatibá, no extremo Sul da Bahia, ocorrido em 1º de outubro de 2025. Mais de quarenta homens armados invadiram a comunidade, deixando duas pessoas feridas: o líder indígena Ricardo Pataxó e um jovem indígena não identificado. O Conselho de Caciques Pataxó denunciou que o ataque foi articulado e financiado por um latifundiário da região, e que os ocupantes de um ônibus interceptado teriam confessado ter recebido dinheiro para participar da ação.
O coletivo indígena ressalta que este ataque faz parte de um ciclo de violências promovidas por grupos ligados a interesses de latifúndios, especulação imobiliária e grileiros de terras indígenas, e aponta a demora na demarcação da área como um fator que contribui para a tensão no território.
Em resposta ao caso, a Defensoria Pública da União (DPU) cobrou providências das autoridades de Segurança Pública, como a Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e a Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP/BA). A DPU classifica o caso como grave violação dos direitos humanos e constitucionais dos povos indígenas.
A SSP/BA informou que intensificou as ações ostensivas e investigativas na região para coibir conflitos agrários, e que a Polícia Militar e a Força Nacional reforçaram o patrulhamento. A Polícia Civil está investigando as ocorrências. O Brasil de Fato, veículo que publicou a reportagem, tentou contato com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, mas não obteve retorno.


