Documento
Coleções e subcoleções temáticas
Memórias de Guerra no Sul da Bahia | História indígena e do indigenismo no Sul e Extremo Sul da Bahia > Territórios da retomada Pataxó
Gênero do documento
Textual
Espécie e tipo de documento textual
Trabalho acadêmico
Autoria
Título
O Fogo de 51: o episódio traumático e a literatura sobre o trauma na obra Barra Velha, o último refúgio (1978; 1985)
Local de produção
Data
2024
Período ou ano do documento
Século 21 > Década 2020 > 2024
Instituição produtora e/ou órgão responsável
Universidade Federal do Espírito Santo - UFES > Programa de Pós-Graduação em História - PPGH | Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
Tipo de trabalho acadêmico
Número de folhas do trabalho acadêmico
152 fls
Povo(s), etnia(s) e/ou grupo(s) social(is) referido(s) no documento
Localidade(s) referida(s) no documento
Palavras-chave
Episódios traumáticos | Fogo de 51 | História indígena > História Pataxó | Massacre de 1951
Referência e/ou procedência do documento
Acervo particular da autora
Resumo
Esta pesquisa analisa o Fogo de 1951, ocorrido na comunidade indígena Pataxó de Barra Velha, no extremo sul da Bahia, como um trauma, que marca um momento singular na história dessa população. O evento é apresentado como uma possível ruptura, no qual a rede de sociabilidade dos indígenas é alterada permanentemente. Utiliza-se como fonte principal a obra Barra Velha: o último refúgio (1978; 1985) a fim de compreender o evento como traumático por meio da narrativa dos próprios indígenas. Fontes jornalísticas são mobilizadas a fim de ressaltar possíveis diferenças e as similaridades entre a versão oficial e a testemunhal presente no livro. Utiliza-se as edições de maio e junho de 1951 dos jornais Imprensa Popular (Rio de Janeiro) e O Momento (Bahia) e A Tarde (Bahia) para a construção argumentativa. A partir das discussões propostas pelo historiador norte-americano Dominick LaCapra, busca-se discutir a dimensão traumática do evento e a sua representação nas fontes selecionadas. Para atingir esse fim, emerge a necessidade de conceitualizar a obra enquanto uma literatura de testemunho de acordo com as perspectivas defendidas pelo teórico e crítico literário Marcio Seligmann-Silva, e também as suas mobilizações acerca da escrita moderna sobre o trauma. Utilizando-se de uma análise comparada e de conteúdo das fontes selecionadas, centralizada na análise de Barra Velha: o último refúgio, pretende-se alcançar uma análise do trauma do Fogo de 1951 e de sua construção narrativa enquanto forma de perlaborar o trauma.


