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Gênero do documento
Textual
Espécie e tipo de documento textual
Trabalho acadêmico
Autoria
Título
POTENCIALIDADES PEDAGÓGICAS DO ECO-ETNO-TURISMO NA ALDEIA PÉ DO MONTE
Local de produção
Data
2020
Período ou ano do documento
Século 21 > Década 2020 > 2020 | Século 21 > Década 2020 | Século 21
Instituição produtora e/ou órgão responsável
Tipo de trabalho acadêmico
Número de folhas do trabalho acadêmico
155
Povo(s), etnia(s) e/ou grupo(s) social(is) referido(s) no documento
Localidade(s) referida(s) no documento
Porto Seguro > Parque Nacional Monte Pascoal > Aldeia Pé do Monte
Palavras-chave
Eco-Etno-turismo | ecoturismo | Turismo > Etnoturismo | Bahia > Território de Identidade Costa do Descobrimento | Turismo Indígena Pedagógico
Resumo
Nesta dissertação descreve-se e analisa os processos de construção do eco-etno-turismo pelos
Pataxó da Aldeia do Pé do Monte, realizados no Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal,
que é uma Unidade de Conservação, inserido no Território Indígena de Barra Velha, vinculado
ao município de Porto Seguro (BA). Nesse contexto, buscou-se entender a dimensão política e
pedagógica do turismo empreendido por esses indígenas. Essa problematização, situa-se a partir das questões investigativas: - O turismo nessa aldeia se organiza como uma ferramenta teórico-
pedagógica, isto é, como uma epistemologia que tem possibilitado aos sujeitos serem visibilizados e reconhecidos como produtores de turismo? - O modelo de turismo realizado pelos Pataxó pode ser interpretado como um turismo indígena de base comunitária, numa perspectiva ecológica, étnica, histórica e cultural? - As práticas de eco-etno-turismo que vêm sendo construídas na aldeia têm potencialidade de se configurarem como um turismo pedagógico/educativo? Essa investigação foi realizada no período de 2018 a 2020, adotando-se a Pesquisa-ação e a Etnografia, a partir de uma abordagem qualitativa. Elegeu-se por objetivos: analisar as potencialidades pedagógicas/educativas do eco-etno-turismo da referida aldeia a partir de seus patrimônios culturais imateriais, reconhecendo os fazeres e saberes dos Pataxó do Pé do Monte como uma epistemologia do turismo; confirmar a existência dos povos indígenas na Bahia, evidenciando a presença da etnia Pataxó na “Costa do Descobrimento” e descrever e analisar o eco-etno-turismo da Aldeia Pé do Monte, a partir de suas experiências. O resultado da pesquisa apresenta-se organizado em seis partes. Na introdução, tem-se as questões-problema, os objetivos da pesquisa, justificativas e os caminhos traçados na Pesquisa-ação e na Etnografia. No capítulo: Trajetória: entre interioridades e as dimensões do mestrado, focaliza-se parte da história de vida da pesquisadora, apresentando aspectos de sua infância, seus desejos distantes e os realizados, suas ideologias, subjetividades, situando assim as indagações acerca do turismo Pataxó da Aldeia Pé do Monte. No capítulo História dos Pataxó do Pé do Monte, descreve-se, por uma linha temporal histórica, os povos originários da “Terra de Pindorama”, situando os Pataxó a partir de sua ancestralidade, com ênfase nos Pataxó do tempo presente. Já no capítulo da História do Turismo no Brasil: turismo cultural, eco-etno-
turismo, busca-se definir os segmentos do turismo, a partir de pesquisas teóricas e documentais. No capítulo das Descrições e análises do etno e eco-turismo na Aldeia Pé do Monte: potencialidades de uma pedagogia para a valorização da pluralidade étnica e cultural, interpreta-se, por meio de narrativas dos Pataxó, de observações participativas in lócus, de registros fotográficos e de entrevistas realizadas presencialmente com oito indígenas, e a distância, com os oitos indígenas e cinco turistas. Por fim, nas Considerações Finais, confere ao eco-etnoturístico realizado pelos Pataxó da Aldeia Pé do Monte como uma epistemologia indígena no âmbito do turismo, por se fundamentar em uma proposição coletiva de turismo histórico, cultural, ecológico, etnográfico e educativo/pedagógico, ao tempo em que é fomentada uma economia solidária e participativa. Portanto, o turismo como uma organização social, econômica, cultural, educativa e política, construído dos saberes e fazeres movimentados por esses indígenas.


