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Gênero do documento
Textual
Espécie e tipo de documento textual
Trabalho acadêmico
Autoria
Título
Vídeo Participativo como meio de reflexão e autorreflexão sobre a imagem e a identidade de grupos Indígenas reemergentes em Nordeste do Brasil | Participatory Video as a Means of Reflection and Self-reflection about the Image and Identity of Re-emerging Indigenous Groups in North-eastern Brazil
Local de produção
Data
2012
Período ou ano do documento
Tipo de trabalho acadêmico
Número de folhas do trabalho acadêmico
10 p.
Povo(s), etnia(s) e/ou grupo(s) social(is) referido(s) no documento
Localidade(s) referida(s) no documento
Palavras-chave
Referência e/ou procedência do documento
Anthropology in Action, 19, 2 (2012): 17–26 © Berghahn Books and the Association for Anthropology in Action
Resumo
No nordeste do Brasil, as últimas décadas testemunharam um fenômeno desconhecido: a ascensão de ‘novos’ grupos indígenas em áreas que por muito tempo foram consideradas ‘aculturadas’ tanto pelo Estado quanto pela opinião pública.
Na sua busca por serem reconhecidos pelas autoridades e por outros cidadãos não indígenas, estes indígenas ‘reemergentes’ têm levado continuamente a cabo uma reconstrução peculiar da sua ‘imagem’ como indígenas, divididos entre ideias românticas de indigenismo e a exigência de integração plena na sociedade nacional. Com base na experiência recente de trabalho de campo com um grupo Pataxó no estado da Bahia, o artigo discute como o método visual-antropológico do vídeo participativo pode ser usado como um meio de refletir sobre a importância das imagens nos processos de formação de identidade. Ao produzir um vídeo sobre os turistas que visitam sua aldeia indígena e reserva natural, os Pataxó passaram a questionar o uso estereotipado de imagens e a relação entre a noção do Outro e sua própria representação da identidade.
Na sua busca por serem reconhecidos pelas autoridades e por outros cidadãos não indígenas, estes indígenas ‘reemergentes’ têm levado continuamente a cabo uma reconstrução peculiar da sua ‘imagem’ como indígenas, divididos entre ideias românticas de indigenismo e a exigência de integração plena na sociedade nacional. Com base na experiência recente de trabalho de campo com um grupo Pataxó no estado da Bahia, o artigo discute como o método visual-antropológico do vídeo participativo pode ser usado como um meio de refletir sobre a importância das imagens nos processos de formação de identidade. Ao produzir um vídeo sobre os turistas que visitam sua aldeia indígena e reserva natural, os Pataxó passaram a questionar o uso estereotipado de imagens e a relação entre a noção do Outro e sua própria representação da identidade.


