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Gênero do documento
Imagético
Autoria
Título
Povo Pataxó resiste à violência após retomada de terras na Terra Indígena Comexatibá
Local de produção
Data
11/08/2025
Período ou ano do documento
Espécie e tipo de documento imagético
Povo(s), etnia(s) e/ou grupo(s) social(is) referido(s) no documento
Localidade(s) referida(s) no documento
Palavras-chave
Agência Pública | Prado > Terra Indígena Comexatibá > Aldeia Kaí | Retomada > Autodemarcação > Ataques | Retomada > Autodemarcação | Bahia > Prado > Terra Indígena Comexatibá (Cahy-Pequi) > Autodemarcação da Aldeia Kaí na Praia de Imbassuaba | Conselho Indigenista Missionário - CIMI | Prado > Terra Indígena Comexatibá > Fazenda Imbassuaba | Força Nacional | Laboratório Etnoterritorial do Sul da Bahia | Movimento Invasão Zero | Retomada | Violência
Referência e/ou procedência do documento
Instagram @midianinja
Resumo
Indígenas do povo Pataxó tem sofrido uma escalada de violência com a nova retomada de terras na Terra Indígena (TI) Comexatibá, no município de Prado, extremo sul da Bahia. A ação de retomada se iniciou no dia 3 agosto em uma ação pacífica que teve como foco uma área sobreposta por duas propriedades — “Portal da Magia” e “Portal da Fazenda Imbassuaba” — que integra a Aldeia Kaí. O estopim da reação violenta foi o bloqueio da última via de acesso à praia de Imbassuaba, utilizada historicamente por indígenas, pescadores e moradores para pesca, lazer e práticas culturais.
A TI Comexatibá, delimitada pela Funai desde 2015, aguarda há mais de uma década a conclusão de seu processo de demarcação. A área abriga um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica no litoral nordestino. A ocupação tradicional Pataxó mantém práticas sustentáveis de pesca artesanal, artesanato, turismo comunitário e reflorestamento de áreas degradadas.
Enquanto isso, cresce a ocupação irregular por fazendeiros, especuladores e empresários do setor imobiliário, que avançam com grilagem, venda ilegal de lotes e construção de condomínios, em flagrante desrespeito às leis ambientais e aos direitos constitucionais dos povos indígenas.
Na tarde da última sexta-feira (8), pistoleiros fortemente armados tentaram invadir a área retomada. Áudios gravados no momento revelam o desespero de lideranças indígenas, que estavam acompanhadas por mulheres, crianças e idosos. A chegada da Força Nacional de Segurança evitou um ataque mais grave; parte dos agressores fugiu levando armas, enquanto outros esconderam o armamento na mata.
A violência contra os Pataxó se conecta à especulação imobiliária e ao avanço de empreendimentos turísticos e do agronegócio sobre áreas de Mata Atlântica preservada. A região é alvo de grupos organizados como o “Invasão Zero”, que defendem a expulsão de indígenas de territórios em processo de demarcação. Reportagem da Agência Pública revelou que suspeitos de ataques armados chegaram a ser convidados pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados para debater “invasões de terras” sob a ótica ruralista.
Com informações de Cimi e Agência Pública
Leia mais em midianinja.org
A TI Comexatibá, delimitada pela Funai desde 2015, aguarda há mais de uma década a conclusão de seu processo de demarcação. A área abriga um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica no litoral nordestino. A ocupação tradicional Pataxó mantém práticas sustentáveis de pesca artesanal, artesanato, turismo comunitário e reflorestamento de áreas degradadas.
Enquanto isso, cresce a ocupação irregular por fazendeiros, especuladores e empresários do setor imobiliário, que avançam com grilagem, venda ilegal de lotes e construção de condomínios, em flagrante desrespeito às leis ambientais e aos direitos constitucionais dos povos indígenas.
Na tarde da última sexta-feira (8), pistoleiros fortemente armados tentaram invadir a área retomada. Áudios gravados no momento revelam o desespero de lideranças indígenas, que estavam acompanhadas por mulheres, crianças e idosos. A chegada da Força Nacional de Segurança evitou um ataque mais grave; parte dos agressores fugiu levando armas, enquanto outros esconderam o armamento na mata.
A violência contra os Pataxó se conecta à especulação imobiliária e ao avanço de empreendimentos turísticos e do agronegócio sobre áreas de Mata Atlântica preservada. A região é alvo de grupos organizados como o “Invasão Zero”, que defendem a expulsão de indígenas de territórios em processo de demarcação. Reportagem da Agência Pública revelou que suspeitos de ataques armados chegaram a ser convidados pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados para debater “invasões de terras” sob a ótica ruralista.
Com informações de Cimi e Agência Pública
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